
O magistério enquanto atividade que se realiza objetivamente é político porque se insere diretamente na luta pela socialização da cultura. É é politizante porque no exercício pratico do magistério, os professores se formam politicamente descobrindo a exigência de se atingir níveis de organização capazes de articular o conjunto da categoria dos professores com interesses das camadas trabalhadoras.
Educar é uma ação política. Muita gente não percebe a dimensão política do trabalho pedagógico. O professor deve ter consciência de que é o importante instrumento de transformação social. A tarefa da escola é promover a cidadania. A sala de aula deve ser um espaço de debate de idéias, um ambiente em que se forma e se desperte a consciência critico - reflexivo dos alunos que se tornarão os cidadãos de hoje e do amanhã, aptos a participarem da vida social, política, econômica e cultural do país.
é, preciso no entanto, definir bem o papel político do professor em sala de aula. Há uma diferença a ser observada entre “politizar” e “partidarizar”. A política a ser exercitada é no sentido amplo de cuidar da vida coletiva e da sociedade, levar o aluno à pratica da reflexão, da analise, da critica.
Quando delegamos aos professores a responsabilidade de colaborar na construção da personalidade dos nossos filhos, esperamos que eles tenham o perfeito entendimento de sua nobre missão, exercendo o seu papel com ética, absolutamente comprometido com a sua função de formar cidadãos críticos e atuantes na nossa sociedade. Queremos que nossos filhos sejam estimulados a “pensar” e não que os professores pensem por eles.
Nas palavras de Gadotti “precisam reconhecer de que o saber traz consigo sua própria superação”, ou seja, nunca estamos emersos em uma política ou entendimento político que não possa ser superado ou mesmo, que esteja emerso em um processo de transformação.
Além disso, o professor deve despertar em seus alunos a critica, para que esses possam refletir por si próprios.
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